quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Amanhã, nem o vou ver!


Amanhã, nem o vou ver!
Tenho a sorte de ir levá-lo à escola todos os dias.
Não passo tanto tempo com ele como gostaria, mas ainda assim tenho muita sorte. Estamos juntos, todos os dias. Até mesmo nas poucas vezes que fiz alguma coisa sem ele, nunca passamos mais do que meia dúzia de horas sem estarmos juntos.
Até amanhã!
Amanhã, vou sair de casa às 6H30 da manhã, enquanto ele fica na cama a dormir mais um bocadinho.
Espera-me uma longa viagem até Leiria, onde vou arregaçar as mangas e sujar as mãos, e fazer de facto alguma coisa.
Até agora tinha feito pouco.
Amanhã, vou plantar árvores no Pinhal de Leiria.
Porque os incêndios não são para ser esquecidos no Inverno. Porque quem lá vive não esquece…
Amanhã, vou trabalhar para o “Renascer do Rei” – O Pinhal de Leiria.
Para isto, e porque Leiria ainda é longe, não vou ver o meu filho o dia todo.
A hora prevista de chegada, passa das 22H, e a essa hora já ele estará a dormir.
Amanhã não o vou ver! Vou morrer de saudades! Levo-o comigo, no coração, no pensamento…
E ainda que seja por um bom motivo, amanhã nem o vou ver, e isso custa-me!



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Passatempo #21 – Tu pedes, eu dou! – As Ideias dos Pacotes!


Como sabem cá por casa tentamos ao máximo fazer uma alimentação o mais saudável e natural possível.

Por isso a fruta é sempre 100% fruta. 

No entanto, também somos muito de passear e andar com colheres e caixinhas atrás não é nada prático.

A melhor invenção de todos os tempos, foram os pacotinhos reutilizáveis.
Por isso o Sei lá eu ser mãe juntou-se à As Ideias dos Pacotes para vos oferecer uns pacotinhos reutilizáveis que ainda para mais são giros que se farta!





O que têm que fazer para ganhar? Fácil, fácil: 

• Seguir a página do Sei lá eu ser mãe
• Seguir a página As ideias dos pacotes,
• Mencionar 3 amigos que possam gostar de receber este presente
• És também convidado a partilhar o post original só para que os teus amigos saibam do passatempo.


Não é obrigatório mas podem seguir-nos também nos instagram:




Agora as regras:
·         *Só é válida 1 participação por pessoa
·         *O vencedor será escolhido via Random.org
·         *Exclui-se qualquer responsabilidade do Facebook por cada participante. O passatempo não é, de forma alguma, patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook.
·         *O Vencedor será anunciado na próxima segunda-feira 26-Fevereiro-2018



Até lá, espreitem a página da Ideia dos pacotes e não deixem de acompanhar as nossas aventuras!

Filho, não faz mal!

Meu amor, meu doce,

tento todos os dias compreender-te. Tento colocar-me no teu lugar. Tento nunca esquecer-me de que és ainda um bebé e não um pequeno adulto.

Por isso quero que saibas que não faz mal!

Quando entornas a comida no chão, porque as tuas mãozinhas pequenas não têm a destreza de um adulto, não faz mal…

Quando passaste a correr deixaste cair aquela jarra que se partiu, não faz mal… Não o fizeste por mal, e sabes que mais?! Jarras já muitas!

Quando não queres ficar sossegado a ver um filme, mesmo que eu te implore… Eu é que tenho que perceber que para ti o dia é muito longo, tem muitas horas, e tu gostas mais de brincar, por isso, não faz mal…

Quando ficas birrento por passarmos “séculos” no carro para chegar a algum lado, não faz mal…

Quando fazes xixi nas cuecas… Sabes que mais?! Não vais fazer para sempre… Por isso, não faz mal!

Quando acordas cedo ao Domingo… é chato, mas não há melhor maneira de acordar do que contigo, por isso, Não faz mal…

Quando espalhas os teus brinquedos todos, sabes no que penso?! Que daqui a uns anos, quase me vais proibir de entrar no teu quarto, por isso, enquanto me quiseres por lá a brincar contigo, não faz mal!

Quando queres a chucha e a fraldinha e colinho, mesmo que seja no meio das compras, não faz mal… Só não quero que chegue o dia em que não queiras mais o meu colo.

Quando gritas, ou falas muuuiitttoooo alto… Isso é vida, e alegria, por isso, não faz mal!

De tantas coisas que algumas pessoas, às vezes, te dizem que não se faz, quero que saibas que por mim, não faz mal!

Apenas quero que sejas feliz, genuíno, cheio de vida, e que permaneças uma criança e assim pequenino por muito muito tempo. 


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Tu e eu, temos tanto...

Passamos a vida a queixar-nos. 

Reclamamos do tempo que é curto e do dinheiro que é escasso.
Reclamamos das viagens que não fazemos, dos passeios que não damos e de todos os sítios a que não fomos. Reclamamos dos miúdos que choram e gritam, dos filhos que “portam-se mal”, das birras, do excesso de energia que não conseguimos acompanhar…

Reclamamos do tempo quando chove e novamente quando está calor demais. Reclamamos da comida que está cara, da roupa que se estraga e dos brinquedos que se partem. Reclamamos dos amigos que não telefonam, dos familiares que não nos visitam, dos conhecidos que nem nos cumprimentam.
Reclamamos da casa desarrumada, do carro que avariou, e do telemóvel que bloqueia…

E no meio de tanta reclamação nem damos conta do tanto que temos para reclamar! Só podemos reclamar do que temos. E temos tanto…

Reclamamos do tempo que é curto e do dinheiro que é escasso, mas privamo-nos de muito pouco. Não temos tempo, mas temos um emprego, um trabalho, uma ocupação… Não temos dinheiro, mas felizmente não temos fome, nem frio, nem temos que procurar um cartão para dormir no chão.

Reclamamos dos miúdos quando se portam mal, mas temos aquele pequeno ser que nos ama, mesmo quando nos chateamos com eles. Aquele amor que nunca acaba.
Reclamamos do tempo, mas temos sol, frio, vento e chuva e temos um tecto que nos abriga de qualquer um deles.

Reclamamos da comida que está cara, mas temos como comprá-la.
Reclamamos dos amigos que não telefonam, porque os temos; dos familiares que não nos visitam porque os temos; e dos conhecidos que nem cumprimentam, porque os temos. E assim sem dar conta temos amigos, familiares e até conhecidos…

Temos vida, temos saúde, temos bens! Temos até uns poucos trocos para gastar! Vivemos numa época fantástica para se estar vivo e nem damos conta. 

Vivemos numa época em que pôr comida na mesa não é uma incógnita.
Temos casas, carros, telemóveis, tablets, máquinas de café…
Temos pessoas! O mundo está mais populado que nunca! Temos família e amigos, temos amigos virtuais, colegas de trabalho, a senhora da mercearia… Temos tanta gente à nossa volta!

Temos saúde e quando ela nos falha temos os melhores profissionais e os fabulosos avanços da medicina para nos ajudar a lida com eles… E mais uma vez as pessoas… Aquelas que ficam do nosso lado, que nos ajeitam a almofada da cama do hospital.
Temos tudo! Temos tanto…

Grata por isso!

(Imagem: A Mente é maravilhosa)



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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Às vezes os palpites não são assim tão maus


Os palpites são das coisas mais irritantes que começam desde a gravidez e nos acompanham todo o percurso de mães.

São muitos, e constantes… Vêm de todos os lados e de todos os tipos.
Quando estamos gravidas dão-se palpites sobre o nosso peso, o tipo de parto, o que podemos ou não comer… até se vamos ou não gostar de ser mães…
Quando os bebés nascem, chegam os palpites sobre amamentação, o peso dos bebés, se vão ou não ficar doentes e se a culpa disso é ou não nossa... (quantas vezes culpam as mães dos putos ficarem doentes – ridículo!)

Os palpites mantêm-se à medida que os putos crescem. Ora porque os educamos bem ou mal, ou porque lhes damos pouca autonomia, não estimulamos… Enfim… Nunca acaba.

E este é o verdadeiro motivo pelo qual, tanto gravidas como mães odeiam palpites!

Porque são muitos, porque são constantes, porque muitos são feitos com uma enorme falta de sensibilidade, porque muitos são desnecessários, porque são acusatórios…

Mas na verdade, às vezes os palpites não são assim tão maus.

Digo isto, porque dou por mim a dar palpites. Na verdade nem sempre são simples palpites. Muitas vezes são reflexo das nossas experiências numa verdadeira e honesta tentativa que aquela mãe à nossa frente, não cometa os mesmo erros que nós.

Há palpites sinceros e recheados de boa vontade. A nossa capacidade de lidar com eles é que diminui muito ao longo do tempo. 

Muitas vezes “aquele dedo” não está apontado a nós. Não há acusação, nem gozo… Não há insensibilidade, nem “falar por falar”. Simplesmente deixamos de estar predispostas a receber conselhos de quem nos quer bem. Porque não os podemos selecionar. Porque ouvimos de tudo e vindo de todo o lado.
Porque os palpites cansam. E muitas vezes, aquele palpite honesto e sincero chega-nos após demasiados palpites desnecessários e é por isso mal recebido.

Por cá, vou tentar reduzir. 

Vou tentar reduzir os palpites. Vou tentar fazê-los de forma mais construtiva e se possível dando o meu exemplo. Vou tentar ser mais paciente com os que me dão. Vou tentar filtrá-los, para não correr o risco de perder um ou outro que possam efectivamente ter alguma utilidade.
Vou tentar compreender e distinguir quem na verdade só me quer bem. Porque a verdade é essa. Às vezes, os palpites não são assim tão maus.


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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Há uma linha que separa – As mães e as avós!


É um equilíbrio difícil e que nem sempre se consegue cumprir.

Avó não é mãe!

Os avós são na sua maioria pessoas fantásticas.

Para as crianças, os avós, são aqueles que dão os doces às escondidas que a mãe não deixa comer… São aqueles que brincam horas connosco e que nunca estão cansados… São aqueles que nos deixam sujar, gritar e pular à vontade e a toda a hora. São aqueles que nos vão buscar à escola mais cedo. São aqueles que nos deixam fazer penteados, sentados nos seus ombros. São aqueles a quem a vida ensinou que nada paga o tempo, nada paga uma brincadeira, e nada paga a relação que se cria com uma criança.

Para os pais, os avós são aqueles que ficam com eles quando nós não podemos. Que ficam com eles nas férias, numa noite para que possamos ir jantar a um sitio especial. São aqueles que nos permitem uma ida ao cinema. São aqueles que nos fazem o jantar a todos, naquele dia que saímos mais tarde do trabalho. São aqueles que vão buscar os miúdos quando nos atrasamos. São aqueles que nos recebem para o almoço ao domingo, com a casa quente e os braços aberto. São aqueles que trazem a cima o que resta de nós enquanto filhos e não pais… Os que continuam a cuidar de nós, mesmo que nós já sejamos cuidadores de outros.

Mas…

Há uma linha que separa a mãe, e a avó. E muitas vezes essa linha é muito ténue.

Os avós podem e devem ter uma participação na vida dos netos. No que toca à educação, esse papel é o papel de espectador. Um papel ingrato, eu sei…

É o papel de quem vê (visto de fora), de quem aconselha e espera que o seu conselho seja ouvido. É esperar que a sua experiência seja ouvida, sabendo que a decisão nunca é sua.

A decisão essa é sempre da mãe (e do pai, claro).

É muito difícil vermos alguém fazer algo que não achamos ser o melhor, com alguém tão importante para nós, mas na verdade, temos que saber onde começa e acaba o nosso papel.

As avós podem ter um papel fundamental no crescimento de uma criança, mas isto só acontece quando toda a família funciona. Como as rodas dum relógio. Cada uma com o seu papel, mas todas elas importantes, porque na verdade só funcionam se andarem todas no ritmo certo. Em sintonia. 

Assim deve ser uma família, em sintonia.

Sabendo que há uma linha que separa, uma mãe duma avó!

(Imagem: Viajar com bebé)



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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Histórias de Guerra (Partos)


Sempre achei piada como uma grande parte das mães gosta de partilhar as suas histórias de “guerra”! – Histórias de partos.

Da mesma maneira que imagino velhotes à volta de uma fogueira, com uma cerveja na mão a contar as suas histórias na guerra, imagino também, um conjunto de mulheres sentadas em cadeirões, com bebés ao colo e pendurados nas mamas a contar as suas histórias de partos.

A verdade é que têm muito em comum. Somos todos sobreviventes. Sofremos, lutamos e vencemos.

E é talvez por isso que quase todas “gostamos” de contar como correu o nosso parto, ainda que muitas vezes seja difícil, e nos traga as emoções à flor da pele. Mulher adora drama!

O meu parto, já vos contei várias vezes (aqui e aqui por exemplo)

Mas as histórias de parto que gosto mais de ouvir são aquelas que mais tarde nos fazem rir.

Conto-vos a minha:

Entrei em trabalho de parto logo de madrugada para me habituar a acordar cedo. Não sabia muito bem o que se estava a passar porque apenas sentia dores de barriga muito muito fortes e por momentos pensei que tinha sido dos caracóis que tinha comido na noite anterior. Só passado um bocado é que percebi que eram contracções. 

Como na minha vida nada é simples, fui ter o meu filho, num hospital que fica a quase 50 Km de casa. Ou seja, o caminho demorou aquilo que me pareceram 5 Horas ainda que o Sr-Pai da Criança jure a pés juntos que não demorou mais de 20 minutos… Ele que experimente as contracções e logo falamos sobre o que custam 20 minutos!  As contracções eram seguidinhas e fortes como tudo. 

Quando cheguei à porta do hospital, arranquei do carro a correr pela entrada das urgências, mas tive uma contracção tão forte, que tive que me pôr de gatas mesmo à porta do hospital.

As contracções eram horrorosas. Rapidamente fui examinada e dado os 4 dedos de dilatação e as contracções de 2 em 2 minutos disseram-me logo que iam chamar a anestesista para me dar a epidural.

Tinha decido tentar o parto sem anestesia, mas assim que cheguei ao hospital mais parecia que “epidural” era a única palavra que eu sabia dizer.
Pareceu-me uma eternidade… tão grande que quando a senhora chegou e me deu a bem dita anestesia, agarrei-a, puxei-a para mim, abracei-a com força e só lhe dizia:

A Senhora é a minha nova melhor amiga! Acredite que nunca me vou esquecer de si. Vou ser sua amiga para sempre!”

A senhora ria-se e eu quase chorava…

Acredito que sejam muitas as mães que na hora H, sentem as anestesistas como anjos descidos à terra. Para mim foi assim. Não me lembro da cara dos médicos que trouxeram o meu filho á vida, mas lembro-me da cara dela… Tira a cara dum anjo! Bem dita seja!


Agora contem-me… Qual é a vossa história (das boas) de guerra?!


(Imagem: Instituto4Life)



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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Depressão pós parto, o sentimento silencioso!


Sssssssssshhhhhhhhhh não digas a ninguém…


Nunca tive uma depressão, mas acho que já lá passei por perto.

No entanto, por não ter passado por isso não significa que seja menos empática por quem passa. Acho que é mesmo daquelas situações em que quem passa por ela é que sabe bem o que é.

Da mesma forma não tive depressão pós- parto. Tive os chamados “Baby Blues” e falei disso aqui

Mas de todos os tipos de depressão, penso que a depressão pós parto seja das mais difíceis de lidar. Por um simples motivo: É suposto estares feliz!

Há uns dias, falava com uma amiga e ela começou a falar da sua depressão pós parto, entretanto já ultrapassada. Reparei que nem me dei conta desta depressão. E eu até sou bastante próxima dela… 

Não dei conta porque muitas vezes, ninguém dá conta. 

Porque a recém mãe chega com o bebé, e partimos do pressuposto de que estão todos muito felizes (e não quer dizer que não estejam)… 

A mãe sorri, o pai sorri, mas muitas vezes dentro desses sorrisos reside uma angústia enorme. E uma angústia que custa muito deixar sair… Transparecer que nos sentimos em baixo e deprimidas quando temos um bebé pequeno é excruciante.

Quando é suposto estarmos no auge da felicidade, como é que conseguimos dizer que não estamos bem. 

Sente-se uma falha enorme… Sente-se que falhámos na parte mais simples: Estar feliz com o nascimento do nosso filho. 

E este sentimento de falha (que é tão errado) apenas contribui para que se caia num buraco ainda mais escuro. Mais negro e mais fundo.

Desde que fui mãe que tenho um “cuidado especial” com as recém mães. Ponho-lhes uma mão no ombro, olho nos olhos e pergunto com enfâse na expressão: “Estás bem?” – E isto muitas vezes pode fazer a diferença. E já houve situações em que fez…

Não devemos partir do princípio que nos primeiros dias de um bebé todos estão felizes até porque os primeiros dias são tudo menos um mar de rosas.
Sejamos empáticas e tentemos perceber verdadeiramente se há alguma coisa que possamos fazer para ajudar.

Para que a depressão pós parto não seja tão solitária, e tão silenciosa!

(Imagem: Sempre Materna)



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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Não sou bloguer nem quero ser

Quer dizer… Sou bloguer porque tenho um blog.

Não quero ser, porque não pertenço, nem quero pertencer aquele mundo perfeito onde tudo faz match, tudo é limpo, arrumado, ordeiro, bonitinho e super arranjado!

Claro que a parte do tudo arrumado é um sonho, mas não é assim que sou.
Um dia destes mudei a foto de capa do blog para esta:




Antes de a escolher olhei com atenção para ela!

Amo esta foto de coração. Porque aqui não houve pose. É natural e simples e por isso revela aquilo que somos.

Nesta foto estava simplesmente a brincar com o meu filho.

Sim, foi num dia de sessão fotográfica! Sim, estiquei o cabelo nesse dia e caprichei na maquilhagem. Sim, vestimos roupas a combinar.
Mas olhando a essência da foto vê-se bem o pouco bloguer que sou.

Nesta foto estávamos os dois literalmente a rebolar pelo chão .- Que horror… o chão cheio de germes?! E o menino não ficou doente?!” – Sim, o chão tem germes e eu chamo-lhes antibióticos biológicos. E “o menino” ficou muito bem!

Nesta foto estávamos a brincar às lutas com paus –A brincar às lutas! Que horror! A incentivar a violência!??! A criança vai ser traumatizada e vai-se transformar num assassino em série…." – Sim, nós brincamos às lutas e estou-me a borrifar para isso.

Nesta foto eu estava numa posição estranha com o pernil cheio de celulite todo de fora. “ E as pessoas não olharam!?!?” – Não olhassem!

Nesta foto estou toda dobrada com o pneu ali bem saliente – “As blogguers deviam dar o exemplo, ser gorda não é nada saudável” – Por isso é que não sou bloguer!

Esta foto, foi tirada num dia como qualquer outro, em que fomos a um jardim, como vamos a muitos outros, com a diferença que havia alguém com uma máquina fotográfica atrás de nós.

Não pousamos para as fotos, não fingimos ser algo que não somos. Simplesmente brincámos. Com os pneus de fora, com paus nas mãos, às lutas…

Se escolho as fotos que ponho no meu blog? Escolho, mas não por estarem imaculadas ou bonitinhas. Escolho-as porque me tocam! Porque representam quem eu sou. Porque mostram um bocadinho do verdadeiro eu. E só assim são perfeitas.


Um obrigada à Inês, do Yellow Savages que esteve connosco neste dia e captou todas as brincadeiras em fotos como esta, que eu adoro!


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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Lidar com os palavrões!

***Este post contém palavrões****

Palavrões…. Faz parte. 

Os palavrões estão por toda a parte e muito sinceramente não acho que seja o fim do mundo.

Os miúdos têm uma enorme tendência para passar por uma altura em que ficam obcecados pelos palavrões. Felizmente ainda não cheguei a essa fase!

Ainda nem sequer pensei se vou ser das mães que diz asneiras à frente dos filhos ou não.

Há várias hipóteses no que toca a lidar com palavrões.

-> Há quem não os diga e não deixe os miúdos dizer.

-> Há quem os diga (à frente deles) e ainda assim não os deixam dizer – o que é um bocadinho um contras senso.

-> Há quem os diga e deixe os miúdos dizê-los à vontade – pessoalmente não acho nada bonito os miúdos a dizer palavrões, mas ainda assim há coisas piores…

E há a Fernanda!

A Fernanda é uma amiga que tinha uma técnica muito gira no que toca a palavrões. A Fernanda não tinha por hábito dizê-los, mas ainda assim de vez em quando os miúdos aprendiam na escola!

Quando assim era, a Fernanda explicava aos filhos, que não se diz, porque é uma palavra feia e explicava (em linguagem adequada) o que queria dizer aquela palavra! Até ao dia da Punheta!

Naquele fatídico dia a Margarida chegou a casa aos saltinhos enquanto dizia:

“Punheta, punheta, punheta…”

Fernanda: Margarida, o que é que tu estás a dizer!?
Margarida: Foi uma coisa que aprendi na escola.
F: Mas isso é umas asneira, não se diz.
M: oh! O que é que quer dizer mãe?
F: Humm  haaa hein… Olha agora não te posso explicar…
M: Então não é asneira! – PUNHETA PUNHETA PUNHETA!!!


Valha-nos a paciência… Como é que lidam com as asneiras aí por casa?!

Passatempo #20 – Tu pedes, eu dou: Meu.Meu


Os nosso “Meus” são os nossos filhos!
Muitas vezes aproveitamos enquanto eles são nossos para usar e abusar deles.

Que tal aproveitar enquanto eles ainda não reclamam da escola da mãe, para colocar-lhes uns acessórios giros que se farta 

Assim, o Sei Lá eu Ser Mãe junta-se com a Meu.Meu para vos oferecer uma destas peças:






Uma fita para o cabelo, ou uma chucha com “mustache”!

O que têm que fazer para ganhar? Fácil, fácil: 

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• Seguir a página do Meu.Meu
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• És também convidado a partilhar o post original só para que os teus amigos saibam do passatempo.

Agora as regras:
·         Só é válida 1 participação por pessoa
·         O vencedor será escolhido via Random.org
·         Exclui-se qualquer responsabilidade do Facebook por cada participante. O passatempo não é, de forma alguma, patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook.
·         O Vencedor será anunciado na próxima segunda-feira 12-Fev-2018



Até lá, espreitem a página Meu.Meu e não deixem de acompanhar as nossas aventuras!


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

"Os meninos fortes não usam chuchas cor-de-rosa "

Há pessoas que me tiram do sério!

Era de manhã cedo. E as manhãs nunca são fáceis. A cama está quente, os pijamas aconchegantes e os desenhos animados já estão a dar!

Temos que sair… sempre à pressa! Temos que despir os pijamas, e vestir roupas frias e desconfortáveis! Temos que ir para a rua, para o carro, para o trânsito… Temos que ir para a escola e para o trabalho.

Não somos amigos das manhãs! Nem eu, nem ele!

Como se não fosse o suficiente, apanhamos um trânsito infernal!
Chegámos à escola, numa correria que mais parecemos 2 macacos aos, e ele não quer ficar lá... quer a mãe! 

Está um pai a deixar uma pequena, que acha, lá no pequeno cérebro dele que seria boa ideia meter-se com o Vasco.

Pega-lhe na chucha e diz:
“Os meninos fortes não usam chuchas cor-de-rosa”

Juro que os 3 segundos que se seguiram duraram 2 horas na minha mente.
Convoquei todos os membros da administração do meu cérebro para uma reunião. Fizemos um verdadeiro Brainstorm
*O meu bom senso só pensava: “Não lhe ligues… não vale a pena…

*O meu lado da vergonha ficou logo aflito: “Tu não te ponhas aqui aos pulos, olha que já está toda a gente a olhar!”

*O meu  mau feitio berrava em plenos pulmões: “PARTE-LHE A TROMBA TODA!!! ”

*O meu lado ingénuo pensava:  “Deves ter percebido mal, de certeza, está muito barulho aqui!”

*O meu lado racional era como sempre cuidadoso: “Tu põe-te armada aos cucus na escola do miúdo e quando deres conta os outros põem o teu à parte porque é filho duma maluca”

Mas o meu lado doido …. Não sei porquê, acaba por levar sempre por ganhar!
Foi o que saltou “cá para fora!”

Entreguei o miúdo, inchei o peito feito galinha e respondi ao senhor:
“Senhores bem-educados não se metem onde não são chamados. Ah e já agora, também costumam limpar os pés ao entrar num espaço público e fechado!” – Respondi, enquanto lhe apontava para as botas imundas de terra!

Aproveitei que ele olhou para os pés, para a vergonha vir ao de cima e fugir dali a 7 pés.

O dito SR. Nunca mais me dirigiu a palavra. E eu, fiz questão que o Vasco levasse durante vários dias a dita chucha cor-de-rosa (que em boa verdade nem é rosa… é meio alaranjada!)


Foi isto, foi há uns tempos… Entretanto sei que educadoras e pais, lêem o meu blog, mas não me parece que o interveniente seja o caso… Se for: AZARITO!


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Educação precisa-se!

Vou-vos contar uma história que soube ontem e achei maravilhosa!

A minha sogra mora em frente a uma escola.
Ao lado da minha sogra vive um Senhor, já com idade para ser tratado por Senhor, que ao desempenhar o seu  trabalho, perdeu uma perna. H
á já bastantes anos atrás...

Este Senhor, tem uma perna falsa, mas a idade já não lhe permite a destreza de a colocar diariamente. 

Ontem, nas grades da escola, um grupo de miúdos pequenos, achou piada chamar nomes ao Senhor, enquanto passava.
"Coxo", "Velho", "Deficiente" e pior foram as opções escolhidas. 


São miúdos!
Nenhuma criança é tão bem educada que não faça uma parvoíce de vez em quando. Todos nós fizemos...
Uns roubaram gomas, outros gozaram com alguém na rua... Quem nunca tocou às campainhas e fugiu?!

Não acho que seja por mal... Acho que é a falta de consciência própria da idade. 

São coisas que não se faz, mas todos fizemos uma ou outra coisa que não devíamos. 

Ora no final da tarde, quando a minha sogra estava a chegar, viu uma senhora com um gaiato pequeno a rondar a casa (do Senhor e a dela).

Esta mãe, soube do comportamento do filho e recusou-se a aceitar!

Esta mãe disse explicitamente: "Eu hoje não saio daqui enquanto ele não pedir desculpa ao Senhor."

O Senhor, que entretanto apareceu, aceitou prontamente as desculpas. Disse que nem tinha dado importância porque afinal "são crianças".

As crianças de hoje são os adultos de amanhã. 


Esta mãe não precisa de "Super Nanny's"... 

O pequeno, ainda que continue a achar que o miúdo não fez por mal (naquela idade há ainda alguma dificuldade em perceber o mal, e as suas consequências), aprendeu ontem uma valiosa lição!

Não precisou de gritos, não precisou de palmadas, não precisou de castigos nem de "banquinhos da pausa". Precisou de EDUCAÇÃO! E a mãe deu-lha!

Lição aprendida pequeno?!

A esta mãe, uma salva de palmas! Quando o meu filho for mais crescido, quero ser como a senhora (pelo menos neste aspecto:) )