quinta-feira, 19 de abril de 2018

Somos a soma das pessoas com que nos cruzamos


Ser mãe (e pai) é um papel difícil, está na nossa mão a responsabilidade de criar e educar aquele que um dia será um adulto. – Já pensaram bem na responsabilidade disto?!

Penso com frequência no que um dia o meu filho se irá tornar. Será que vai ser um bom homem?! Trabalhador? Honesto? Mandrião?! Aldrabão?!

Acredito muito (e espero não “morrer pela boca”) que aquilo que somos é em muito influenciado pelas pessoas com que nos cruzamos e pelas experiências que vivemos.

E isto, acontece todos os dias.

Parte disto está comprovado. Por exemplo, há uma enorme probabilidade para os filhos seguirem os passos dos pais no que toca a vários assuntos: Serem aventureiros e gostar de viajar; ou exemplo a área de estudo/ profissional; até coisas pequenas como fumar, são muitas vezes hábitos adoptados pelos filhos mais vezes quando os pais também têm estes comportamentos.

Isto faz com que o peso que carregamos ao ser mãe/pai, seja ainda maior. 

Pensar que os nossos filhos serão um dia alguém, influenciados por aquilo que somos e aquilo que lhes mostramos.

Todas as situações, até as mais pequenas do dia-a-dia influenciam o tipo de pessoa que se vão tornar!
Eu acho que muito de nós, não é mais que a soma das pessoas com que nos cruzamos. Um bocadinho daqueles com que lidamos, muito daquilo que nos ensinam e mostram.

Noto muito no meu filho a minha falta de calma quando se chateia, a teimosia do pai, o lado palhaço da tia e as brincadeiras tontas da avó.

Todos nós, moldamos o seu carácter. E isto é uma responsabilidade do caraças!

Somos um exemplo, e é muito por isso que devemos olhar para nós mesmos e fazer um esforço para tentar sermos melhores pessoas todos os dias.

É coisa que tento. Ser melhor. Um bocadinho melhor a cada dia!

(Imagem: MdeMulher)

Sigam também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Arrependimentos

Li recentemente aqui os maiores arrependimentos no fim de vida.

Não me surpreenderam… infelizmente.

Continuamos a partilhar frases inspiradoras de Facebook, em que buscamos incessantemente a felicidade, a simplicidade de viver feliz, o agradecimento ao que temos, mas não conseguimos deixar de o fazer numa rede social através dum smartphone (Sou a única a ver a ironia aqui?!). Não estou a condenar, porque também eu o faço.

No entanto, continuamos a ter os mesmo e expectáveis arrependimentos no fim de vida. 

Ainda assim, estou determinada em conseguir o equilíbrio entre a tecnológica realidade dos dias que correm e a simplicidade de ser feliz.

*“Ter coragem de viver a vida que queria e não a que é esperada!”Esta é difícil! É daquelas que me enerva só de ver. Porque na verdade nem sempre nos é permitido ser quem gostaríamos de ser. Há obrigações e responsabilidade que têm que ser cumpridos, e convenhamos: vivemos num mundo regido por dinheiro. E o dinheiro não cai do céu! Simples assim. Há empregos a manter, e tarefas a cumprir. Ainda assim, há toda uma vida além do emprego, e é aí que podemos trabalhar!

   *“Eu gostaria de não ter trabalhado tanto” – Esta lição aprendi-a à força! Comecei a trabalhar aos 15 anos! Cresci e evolui. Durante 10 anos dei sangue, suor e lágrimas ao meu trabalho. Por profissionalismo, por dedicação, por brio, por orgulho! Vesti a camisola! Trabalhei de Segunda a segunda, das 8 da manhã pela madrugada a dentro. Dei muitas horas do meu tempo. Levei trabalho e preocupações para casa. Chorei muito. Vivi o meu trabalho intensamente…. Um dia engravidei e em menos de nada fui despedida! Lição aprendida! Ainda assim sou grata por esta lição. Aprendi que a minha família é mais importante. Aprendi que o tempo passa e nada o faz voltar atrás. Aquele jantar a que não fui, aquele passeio que faltei, as férias que não gozei porque estava a trabalhar, são dias perdidos que não voltam atrás e que nunca mais serão compensados. Aprendi que não é assim que quero viver! Não mais! Continuo a considerar-me boa profissional. Dou o tenho, entrego-me e dedico-me. Mas no fim do dia, é só um emprego! O que me move não é um emprego… são pessoas!

   *“Ter a coragem de expressar sentimentos!” -  Esta aprendi-a essencialmente quando me tornei mãe! Ainda que tenha sido sempre muito efusiva e expressiva… A minha mãe costuma dizer que a minha cara não disfarça! Muitas vezes disse o que pensava, ainda que muitas vezes isso me tenha prejudicado. Mas expus sentimentos sempre que senti que precisava! E precisei mesmo quando me tornei mãe! Tenho um ser, que me ama de forma completamente pura, e que eu amo tanto que dói. Para mim é impossível deixar passar uma vida sem que faça o possível e impossível para que eles saiba, com toda a certeza, o que sinto por ele. É uma missão de vida! Fazer com que ele nunca tenha duvidas sobre o que sinto por ele. Sobre  quanto o amo, sobre o quanto ele é importante para mim e sobre o como ele será sempre  parte de mim!

   *“Ter-me permitido ser mais feliz” -  O resumo de tudo. Se conseguirmos ter a sabedoria de viver como gostaríamos, trabalhar menos e amar mais e expressar o que sentimos seremos certamente mais felizes! Mais completos, mais inteiros! São objectivos de vida e não deviam ser arrependimentos.
 O cliché: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” levado ao seu extremo… Aquilo que todos procuramos… a busca da felicidade!

(Imagem: daily.rabbit.co.th)



Sigam também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

Sítios giros para ir com os putos #2 –Monte Selvagem


Iniciei aqui uma pequena “rubrica” (odeio esta palavra) em que vou partilhando ideias de sítios giros para ir com os putos.

A verdade é que para descobrir alguns destes sítios tive que pesquisar, ideias, e assim poupo-vos trabalho. Além disso, deixo-vos já um parecer do sítio (se vale a pena ou não) e dicas sempre que ache que há espaço para isso.

Algures no verão passado (já não sei bem quando), fomos até ao Monte Selvagem.
É como se fosse uma espécie de Zoo, mas sem jaulas nem grades, nem nada dessas coisas que acabam por deprimir sempre um bocadinho a quem gosta dos animais.

É uma reserva com animais. Muitos animais.

O parque está dividido em duas partes:
Num primeira parte, temos os animais divididos em recintos (abertos). Desde cegonhas, a macacos, passando pelos crocodilos e cangurus, suricatas, coelhos gigantes, camelos, entre tantos outros. Um espaço agradável, bonito, bem tratado onde podemos mostrar aos mais novos a variedade da natureza. (Não sei quanto aos vossos, mas o meu adora animais)

Neste espaço, temos também a quinta. Onde podemos entrar e dar de comer às cabras, ovelhas, porquinhos e galinhas! 

Ainda ao longo do parque pode-se encontrar espaços de repouso, e de brincadeira, tais como zonas de pic-nic, ou baloiços para os mais novos.
E ainda têm uma área onde são feitas festas de aniversário.

Na segunda zona do parque a visita é feita de tractor. Animais completamente livres e à solta mas nem por isso envergonhados. Chegam-se ao tractor sem medo, para êxtase dos mais novos. O passeio é simples e agradável e eu estou desejosa de lá voltar!

O Vasco adorou o parque. Desde a “primeira” parte ao passeio de tractor.
Ali os animais estão ao ar livre, e não em gaiolas ou espaços limitados que acabam sempre por nos deixar com pena deles.

É um sitio muito giro e que vale muito a pena visitar!

Recomendo!
Agora que finalmente o tempo parece querer melhorar, que sítios nos recomendam para visitar e explorar?!

Dica: Levem protector solar e bastante água, o Alentejo no seu melhor, em dias quentes, pode tornar a visita mesmo muito quente!







Sigam também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

terça-feira, 17 de abril de 2018

Carta à minha futura nora


Querida futura nora!

Lamento que te escreva de forma tão precoce, na realidade não sei se já nasceste sequer. Mas há coisas que quero-te dizer, e para não correr o risco da memória me atraiçoar, fica aqui já por escrito.

Quero que saibas que vou sempre gostar de ti! Independentemente das diferenças ou semelhanças que tenhamos, se foste a escolha do meu filho e ele a tua, podes ter a certeza que vou gostar de ti! 

Vou estar sempre do vosso lado. Mesmo quando não pareça. Mesmo que de vez em quando vos diga algo que parece ir contra a vossa opinião, é e será sempre apenas pelo vosso bem! Não há nada que deseje mais do que a vossa felicidade!

Seremos da mesma equipa! E eu estarei cá, sempre, a uma curta distância para vos ajudar em tudo o que me for permitido.

Mas preciso que entendas uma coisa. Levas de perto de mim o que mais tenho de precioso. O meu menino, de quem cuido com todo o amor que consigo carregar, desde o primeiro segundo. Levas de perto de mim, muitas horas de sono perdido. Muitas lágrimas de cansaço e de preocupação. Levas olheiras, e ombros caídos… Levas um corpo esquecido, e uma mente exausta no maior investimento da minha vida. 

Levas de perto de mim, a minha outra metade. O meu ritmo cardíaco… Por isso, não espero de ti, menos do que o teu melhor!

Trata-o bem, tal como o educarei para que te trate bem também. De vós (de ambos) exijo que se respeitem acima de tudo… 

Mima-o! Tal como o mimarei até o levares. Diz-lhe todos os dias como é importante para ti. Diz-lhe diariamente algo que aprecies nele. Eleva-lhe o ego, e fá-lo sentir-se bem consigo mesmo. Este será o teu papel, e descansa que cumprirei o meu ao educa-lo para que faça tudo isto a ti. 

O amor tem que ser recíproco e faço questão que ele saiba disso, espero que a tua mãe tenha feito o mesmo contigo.

Investi e dediquei tudo de mim neste ser que será teu companheiro, e será sempre o meu filho! Por isso, não te admitirei que “o estragues”! Tal como tenho a certeza que ele não será homem, para “te estragar”!

Nem sempre vai ser fácil, e eu sei disso. Respeitarei sempre o vosso espaço, e obviamente a vossa vontade! Mas não te admitirei que magoes o meu coração fora do peito.

Um dia, serás mãe dos meus netos e vais compreender-me melhor! E mais uma vez cá estarei para ficar com os miúdos nas férias, respeitando a tua vontade, e dando-lhe uns chocolates sem que tu saibas… É irritante eu sei, mas como todas as avós será o que farei. E tu, vais-me perdoar!

Trata-os bem. Os meus! E eu tratarei bem de ti também.

(imagem: Paixão e Amor)


Sigam também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Às vezes tenho inveja do meu marido



A sério que tenho. E não, este não é um post sexista em que vou acusar os homens de não fazerem nada! 

Mas a verdade é que (pelo menos lá em casa) ele é muito menos stressado do que eu!

O Sr. Pai da Criança é um verdadeiro workaholic (viciado em trabalho). 

O trabalho e as preocupações inerentes ao mesmo consomem-no… de verdade. Mas no que toca a casa e à família não tem nada a ver…

Ele preocupa-se com a família claro, mas falo das coisas pequenas.

Muitas das “coisas pequenas” caem sobre a minha responsabilidade… Talvez porque a minha vida profissional dá mais espaço para isso que a dele, mas bolas! Às vezes irrita-me a sua descontracção.

Não tem que se preocupar se há compras feitas no frigorífico ou não! Será que na cabeça dele a comida aprece por magia?!

Não se lembra nem lhe passa pela cabeça sequer se o miúdo já tomou banho ou se não toma banho há 2 dias (sim, já aconteceu – Chamem a protecção de menores!)

Para ele, coisas como o que é que o miúdo vai vestir, ou se há fraldas ou não são assuntos dos quais nem tão pouco se lembra…

Quando está doente, tira o dia para ficar na cama, a moer as suas dores… Claro que compreendo e acho que até faz bem, mas às vezes tenho inveja porque isto é algo a que eu nunca tive direito.

Sim, não tenho direito, porque eu não posso! Eu tenho que me levantar da cama, à hora de sempre, e fazer todas aquelas coisas diárias que faço sempre!
Uma grande parte do meu stress diário, passa pelas coisas que têm que ser feitas. E como eu, estão quase todas as mulheres e mães. 

Descongelar qualquer coisa para o jantar, ver o que falta em casa para na hora de almoço fazer umas compras, dar um jeito nas camas e enviar fraldas e creme para a escola porque está a acabar. Não esquecer daquele trabalho da escola que é para entregar na próxima semana, nem de comprar os ovos de Páscoa para os sobrinhos. Responder àquele convite para almoço de família, e tentar fazer um doce para levar porque fica sempre bem. Pôr a roupa a lavar, e apanhar e passar a que ficou estendida ontem. Arrumar a loiça da máquina que está lavada e fazer espaço para mais. Passar o pano no fogão e a esfregona no chão. Verificar as facturas, pagar o selo do carro e renegociar o contrato de telecomunicações. Dar a contagem da luz, e a caminho do contador dar de comer e água ao gato. Regar as plantas (que são muito poucas) e mudar os lençóis de vez em quando. Ligar aquela amiga, e combinar um jantar com a minha irmã. Ligar à minha cunhada para saber da miúda que está doente e ir aos correios buscar aquela encomenda que chegou quando ninguém estava em casa.

São coisas pequenas mas são muitas. Coisas essas que nem lhe passam pela cabeça e que me deixam completamente exausta!
Por isso, sim, às vezes tenho inveja dele. Da forma tão mais descontraída que o vejo. Da despreocupação total… Do seu “depois logo que vê” no qual eu não consigo embarcar.
Alguma solução milagrosa?!




Sigam também no Instagram:
https://www.instagram.com/seilaeusermae/

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A injustiça para quem tem pressa de nascer


Que a lei em Portugal não é de todo amiga das mães já sabemos… Estes loucos que nos (des)governam continuam a falar em taxas de natalidade, mas nada muda, nada se faz e nada ajuda! 

Os abonos por exemplo são de loucos… Além de ser uma pequena ninharia que não cobre nem de perto nem de longe as despesas dos bebés; o preço das creches é absurdo (quando há vagas, o que é raro… ); e para mim, mais importante, o tempo que nos dão é assustador e ridículo

Ainda que a OMS recomende a amamentação em exclusivo até aos 6 meses, a licença de maternidade, sem penalizações continua nos 4 meses. Isto faz com que muitas vezes a introdução alimentar seja antecipada. 

À parte disto, 4 meses é tão pouco! Caramba… Como é que é suposto, nós mães, deixarmos de forma tranquila, um bebé de 4 meses entregue a estranhos?! Um ser que é ainda tão dependente de nós!? Parte-me o coração.

Mas tudo isto piora, quando eles têm pressa de nascer.

Tenho um colega que foi recentemente pai duma pequena com muita pressa de nascer. Além de chegar ao mundo muito antes do previsto, chegou com pouco mais de 500gr. (Sim, meio kilo – para quem não é mãe deixo o termo de comparação. O Vasco nasceu com 3450gr. Quase 3Kg a mais que esta pequena…)

Ora, esta bebé ficou naturalmente internada durante algum (bastante) tempo. E é aqui que entra a injustiça dos direitos (ou da falta deles.)

[*DIREITOS DOS PAIS COM FILHOS PREMATUROS - Os pais com filhos prematuros têm os mesmos direitos que os pais cujos filhos nasçam depois das 37 semanas de idade gestacional  mas com uma diferença particular: em caso de internamento hospitalar do bebé, o período de licença suspende-se, a pedido do progenitor, pelo tempo de duração do internamento,  com a duração máxima de 30 dias. – Ver mais aqui]

Ou seja, Uma mãe de um bebé com 500gr, pode, durante o internamento suspender (para não gastar logo) a licença de maternidade e colocar baixa por assistência à família, recebendo apenas 65% do ordenado. – Justo?! Não me parece…

Este período tem um prazo máximo de 30 dias, sendo que a partir daqui, resta a Licença de Maternidade. – Justo?! Não me parece...

Esta bebé em questão veio para casa 2 meses depois de nascer (ou seja, 1 mês da licença já está gasto). Está em casa há cerca de 1 mês e ainda não chegou aos 2kg.  Metade da licença de maternidade está gasta ainda antes de atingir os 2 kg de peso. – Justo?! Não me parece…

Dentro de apenas 2 meses, esta mãe teria que ir trabalhar, deixando esta pequena ainda tão pequena e tão frágil ao cuidado de estranhos. – Justo?! Não me parece…

Para juntar a isto, a pequena, usa actualmente um leite em fórmula (para ajudar no tão necessário aumento de peso) que custa 28€ por embalagem! Não pode usar toalhitas, nem qualquer creme de corpo (têm que ser produtos específicos). O gasto que precisa é largamente superior ao gasto já de si muito alto dos bebés de termo! Apoio financeiro, não há! – Justo?! Não me parece…

De tanto tempo que perdem (estes loucos que nos (des)governam) a discutir merdas (desculpem  palavrão mas não encontro palavra melhor)   como será possível que não tenham olhos para ver o quão injustiçadas são as mães deste país?!

Somos dos países com menos direitos e apoios à maternidade… Mas continuam a falar-nos em merdas e merdinhas como quem quer mostrar trabalho ainda que não façam nada de jeito… 

Nunca fui de prestar muita atenção a governos e governantes, mas no que toca a este assunto revolta-me! Imenso! Não só por mim, porque na verdade nada disto seria em prol de adultos. Mas pelas crianças, pelo nosso futuro. Pelos futuros (des)governantes!

(Imagem: Deu Ruim)


Sigam também o Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

terça-feira, 10 de abril de 2018

"Ainda usa chucha?!"


Usa pois! Aposto que esta pergunta/reclamação é comum a quase todas as nossas crianças que usam chucha! Algures no tempo alguém vai achar-se no direito de incomodar mães e filhos com este espanto desnecessário e acusatório.

Sim, muitas vezes a seguir a isto vem o típico: “o meu nunca usou chucha!” ou  O meu deixou a chucha aos 3 meses”, e ainda “O meu só usa chucha para dormir.” – As tão habituais comparações.

Para quem não tem comparação (já não se lembra ou não lhe “interessa” comparar) vem a crítica pura e dura: “Isso faz mal aos dentes!”;”Com chucha és feio”; “Meninas bonitas não usam chucha”.

É muito fácil acusar, comparar e apontar o dedo a uma criança que ainda usa chucha quando um adulto considera que já não é expectável.

Antes de mais, há que perceber que a chucha é uma invenção de adultos e uma imposição de adultos. Nenhum bebé pede chucha, somos nós que lhas damos.
Ao dar chucha a um bebé devemos ter a consciência da decisão que tomamos ali. Vamos dar-lhe uma chucha que vai ajudar a confortá-lo, mas um dia mais tarde vamos ter que o convencer a desistir dela.

Será mesmo justo, dizer a uma criança que é feia, ou má por usar chucha quando fomos nós que lha demos primeiramente?!

É mesmo uma simples chucha, que faz de uma criança merecedora de uma crítica que para eles é tão má!?

E qual é a intenção por parte de quem diz essas coisas?! (”Com chucha és feio”)

Será que acham que essa pequena frase que vai como que por milagre fazê-los abandonar um objecto de conforto com que contam desde que existem?! Então, se não é essa a ideia, deduzo que a ideia é apenas ser mauzinho?!?

Ao rondar os 2 anos, é exigido muito, talvez até demais aos pequenos. Nesta altura espera-se que consigam falar e expressar o que pretendem; cumpram instruções, larguem as fraldas, a chucha e o biberon. No espaço de um ano é pretendido que larguem todas as suas ferramentas de conforto que os acompanham desde sempre.

Custa-me aceitar e impor-lhe isso. Sim, gostaria que ele largasse a chucha, mas não, não o vou obrigar, nem vou permitir que façam comentários depreciativos por isso.

Há muito mais num bebé do que o usar chucha, e só não vê isso quem não quer.

Por hora, vamos pedindo-lhe para guardar a chucha (coisa que ele faz sem problemas), numa tentativa gradual de que precise dela cada vez menos. 

Mas não é por isso que ele é feio, ou mau, ou pior que algum outro menino. É só um bebé a ser bebé, e eu estou bem com isso!

(Imagem: ABCrianca)

Sigam também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

segunda-feira, 9 de abril de 2018

#3 Mãe sozinha! – A pagar um dívida que não é minha!


“Sou a “Tânia” a mãe do “João”, actualmente, o meu pequeno homem com 13 anos.

Esta será infelizmente só mais uma história igual a muitas outras, mas é a minha.
Ao fim de uma relação de 13 anos, com muitos altos e baixos, entre eles 3 traições, decidi finalmente dar o passo de tentar ser feliz sozinha.
 As promessas foram feitas, que a vida do “João” teria o menor impacto possível desta nossa decisão.
Mas as promessas foram feitas á mesma velocidade a que foram quebradas: Ao fim de um tempo, a surpresa e as promessas quebraram-se ao ser notificada por correio da insolvência pessoal do pai do “João”.
Perdi a minha casa, e o nosso tecto, perdi o meu carro e ganhei a obrigatoriedade de pagar todas as suas dívidas acabando por me ver obrigada a declarar insolvência também...

Isto traduziu-se numa vida parada em ginásticas para poder cumprir a obrigação financeira que me ficou estipulada pelo tribunal por uma dívida que não era minha!
Foi difícil e sofri muito, mas o pior é que o “João” também sofreu.

De todos os momentos em que seria suposto estar com o Pai, estava com os avós paternos.
É um menino obeso porque tentam compensar a ausência de afetos com fast-food e presentes.
O pai do “João” voltou a casar. A sua nova companheira (e "madrasta" do “João”) impede qualquer comunicação entre os pais.

Isto acaba por exercer uma enorme pressão psicológica em todos os sentidos.

Ainda hoje, o “João” é deixado nos avós e entregue nos avós.
O meu filho tem Facebook, mas apenas para a nova família paterna.
É um miúdo que se queixa de uma diferença muito grande entre ele e a "madrasta".

Mas como nem tudo é negro, existe um lado positivo...
Tenho a sorte de ter o melhor filho do mundo.

É um menino doce, sensível, equilibrado, bom aluno, bom atleta, um amor... o meu amor...
O meu amor que partilha e identifica o certo do errado e corrige os comportamentos dos adultos.
O meu “João” é o meu coração fora do peito.”


(A verdadeira identidade dos intervenientes foi alterada para protecção dos mesmos)

Sigam também o Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O bebé nasceu: Como ser uma visita verdadeiramente útil!


O que não faltam por aí são críticas de como as visitas se devem ou não comportar quando vão conhecer um recém-nascido a casa.
E quem diz as visitas a recém-nascido, diz a amiga da grávida ou o familiar da criança… 

Peguei neste post que fiz há uns tempos atrás e decidi alterar de forma a não apontar problemas mas sim dar soluções. Como ser uma visita verdadeiramente útil e agradável ao visitar um recém-nascido.

  • ·         Liga primeiro – Pega no telefone e pergunta se é uma boa altura para fazeres uma visita. Põe a mãe à vontade para dizer que não. Diz-lhe mesmo que não é um problema e podem sempre combinar noutra altura.
  • ·         Não te demores – As visitas a um recém-nascido podem ser curtas. Não precisas de ficar a empatar durante horas. Se notares que a tua presença está a incomodar de alguma forma as rotinas da família, vai-te embora e voltas depois. 
  • ·         Não queiram pegar no bebé ao colo. Isto pode deixar algumas mães desconfortáveis. Se a mãe perguntar se queres pegar muito bem, caso contrário, tens toda uma vida pela frente para pegar no pequeno.
  • ·         Se puderes não leves os teus filhos pequenos – Os miúdos são barulhentos e podem causar alguma confusão na cabeça das recém-mães. Se tiveres alternativa de onde os deixar, não os leves.
  • ·         Limpa-te! – Não visites um bebé a cheirar a café, tabaco ou carregada de perfume. Os bebés são sensíveis aos cheiros e isto pode causar algum desconforto
  • ·         Leva qualquer coisa – Um lanchinho saudável por exemplo. Vitamina a mãe que ela vai agradecer-te! Um cabaz de fruta ou até uns bolinhos poder ser um presente muito mais agradável na hora do que um boneco qualquer para o bebé.
  • ·         Faz umas compras! – Se tiveres confiança com a recém mãe, faz-lhe umas comprinhas para casa. Uns sumos de frutas, pão de forma, fruta, e alguns essenciais vão dar imenso jeito e poupam-lhe uma ida às compras
  • ·         Faz-te útil – Mais uma vez, se tiveres alguma confiança com a mãe, lava a loiça que tiver por lavar, ou apanha-lhe a roupa. A lida da casa pode ser um desafio nos primeiros dias.
  • ·         Não leves a mal – A mãe pode estar com pouca paciência, cansada ou até farta de visitas. Tenta ser compreensiva e não leves a mal, é uma fase difícil
  • ·         Lembra-te – esta é a mais importante. Faz uma retrospectiva e lembra-te de quando foste mãe. O que mais te incomodou? O que te apetecia? Aplica a tua experiência de uma forma positiva!



Sigam-me também no Instagram: https://www.instagram.com/seilaeusermae/

terça-feira, 3 de abril de 2018

Coisas a saber sobre matriculá-los nas escolas e Jardim de Infância (começa a 15 de Abril)


Tal como vos disse aqui o assunto “Jardim de Infância” anda a tirar-me o sono há algum tempo.

Aquilo que faço sempre nestes casos é pesquisar. Ler e beber informação e tentar saber o máximo que puder.

Ao longo destas minhas pesquisas encontrei algumas coisas que podem ser interessantes de se saber e decidi juntar tudo aqui.

*Pedido de Matricula – Pode ser efectuado via Portal das Escolas com o recurso à autenticação através de cartão de cidadão. Ou presencialmente na escola da área da residência do aluno, independentemente das preferências, uma vez que este registo será feito de forma eletrónica.
A matrícula no 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico é obrigatória para as crianças que completem 6 anos até 15 de Setembro.

*Renovação de matricula: a renovação de matrícula realiza -se automaticamente no  estabelecimento de educação e de ensino frequentado pela criança ou pelo aluno no ano  escolar anterior àquele em que se pretende inscrever.

*Distribuição de Vagas:  Na educação pré -escolar, as vagas existentes em cada estabelecimento de educação, para matrícula ou renovação de matrícula, são preenchidas de acordo com as seguintes prioridades:
1º Crianças que completem os 5 e os 4 anos até dia 31 de dezembro;
 Crianças que completem os 3 anos até 15 de setembro;
3.ª Crianças que completem os 3 anos entre 16 de setembro e 31 de dezembro

*Datas da Matricula: Na educação pré -escolar e no 1.º ciclo do ensino básico o período
normal para matrícula é fixado entre o dia 15 de abril e o dia 15 de junho
do ano escolar anterior àquele a que a matrícula respeita.

*Documentos necessários para a Matricula:
Cartão do Cidadão (Ou Documento de identificação válido + NIF + Nº Utente)
1 fotografia tipo passe
Boletim de vacinas.
Exame global de saúde (declaração médica)
Cartão do cidadão do Encarregado de Educação (Ou Documento de identificação válido + NIF)

Se quiserem saber mais coisas e tiverem paciência para ler, têm muita informação no Diário da Republica

Vamos ver no que isto dá!



sexta-feira, 30 de março de 2018

Passatempo #25 – Tu pedes, eu dou! – Corujinha


Podia até deixar passar a Páscoa em branco, mas na verdade não me apeteceu.
Que tema melhor para celebrar a Páscoa dos mais novos do que coelhinhos?!

Em parceria com a Corujinha temos um presente especial para vocês:




Um organizador Unissexo com um coelhinho fofo para arrumar as fraldinhas ou o que quiserem!




O que têm que fazer para ganhar? Fácil, fácil: 

• Seguir a página Sei lá eu ser mãe
• Seguir a página Corujinha
• Mencionar 3 amigos que possam gostar de receber este presente
• És também convidado a partilhar o post original só para que os teus amigos saibam do passatempo.


Não é obrigatório, mas sigam-nos também no Instagram J:



Agora as regras:
·         *Só é válida 1 participação por pessoa
·         *O vencedor será escolhido via Random.org
·         *Exclui-se qualquer responsabilidade do Facebook por cada participante. O passatempo não é, de forma alguma, patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook.
·         *O Vencedor será anunciado no próximo Sábado 7-Abril-2018



Até lá, espreitem a Corujinha e não deixem de acompanhar as nossas aventuras!

Olhem só o que eu já tenho da Corujinha